Gestão Escolar, paradigmas educacionais do século XXI

                      Mestrado em Ciências da Educação

 

Módulo: Gestão do Conhecimento

Professor: Miguel Angel Cifuentes Tomé.

Aluna: Anabeti Lourega da Silva.

Balneário Camboriú-SC

Agosto 201O

 

             Gestão Escolar, paradigmas educativos do século XXI

          Este artigo propõe uma reflexão sobre a gestão escolar e a evolução dos paradigmas pedagógicos predominantes nas escolas ao longo dos tempos.

          Desde o final do século XX, vive-se uma transição paradigmática, buscando um novo modelo que demanda um olhar voltado para a dinâmica do mundo, direcionando-o a viabilizar ao ser humano a figura de agente do processo qualitativo em nível individual e coletivo, na busca de uma sociedade mais igualitária, justa, democrática e crítica. Nesse sentido, a educação é a peça-chave num processo paradigmático, pois é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade.

          Entende-se por paradigmas, de acordo com Moraes (1998) todos os modelos e padrões compartilhados por grupos sociais que permitem explicações de certos aspectos da realidade.

          O avanço tecnológico e a globalização têm provocado grandes transformações no cenário mundial.  Entre as mudanças, contamos com a gestão escolar que vem transformando velhas e antigas crenças no âmbito da educação.

          Quando se fala em gestão escolar, fala-se da participação global de toda comunidade escolar analisando situações, decidindo sobre seu encaminhamento e agindo sobre elas em conjunto. Isso porque o êxito de uma organização depende da ação construtiva conjunta de seus componentes, pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que cria um “todo ”orientado por uma vontade coletiva.

          A gestão escolar apresenta um novo paradigma voltado para uma perspectiva cidadã, onde as concepções e práticas dialógicas, interativas, participativas e democráticas ganham espaço à medida que proporcionam o direito de “aprender a aprender”, a construírem saberes de maneira justa, criativa, a serem sujeitos de seus conhecimentos.

          Conforme apontado por LÜCK (2000, p.11), gestão escolar:

                            [...] constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientadas para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos, de modo a torná-los capazes de enfrentar adequadamente os desafios da sociedade globalizada e da economia centrada no conhecimento.

          Uma gestão democrática quando ela proporciona o exercício da cidadania, da autonomia, da democracia. É democrática, comunitária e compartilhada, quando ela envolve efetivamente a participação da comunidade e compartilha com ela a construção do projeto da escola. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “compartilhar” significa “ter ou tomar parte em; participar de; partilhar”. Isso significa que os diferentes segmentos devem “fazer parte”e tomar parte”nas decisões.

          Se a escola abrir espaço de participação à população, estará ganhando autonomia em relação aos interesses dominantes representados pelo Estado, apropriado pelas elites econômicas. Pais e alunos, ao participarem ativamente da administração escolar, poderão “sitiar este âmbito do aparelho estatal “(Martin Carnoy), e tomar decisões que dizem respeito a seus objetivos e às formas de alcançá-los.

          A razão de ser da educação está na formação de pessoas na inteireza de seu ser e de sua vocação de criarem-se a si mesmas e partilharem com os outros a construção livre e responsável de seu próprio mundo social da vida cotidiana. Seu sentido é o de recriar continuamente comunidades aprendentes geradoras de saberes e, de maneira crescente e sem limites, abertas ao diálogo e à intercomunicação.

          Todo espaço escolar, necessita de um gestor que venha a somar os esforços que resultam numa resposta coletiva na qual conhecimento, habilidades venham a proporcionar competências aos educandos. Devem ter o compromisso com o objetivo comum, estabelecer metas específicas para atingir a promoção efetiva da aprendizagem dos alunos, transformando-os em autores de seus conhecimentos.

          O gestor escolar com visão estabelece o direcionamento e a mobilização cultural capazes de dinamizar a cultura presente na escola, realiza ações conjuntas, associadas a um planejamento global, sem que todos os esforços e recursos sejam despendidos sem propósito relevante, isso, no entanto, vem ao encontro da educação brasileira, uma vez que se tem adotado a prática de buscar soluções tópicas, localizadas quando de fato, os problemas são globais e interrelacionados.

          A ênfase no modelo de gestão escolar democrática, observada atualmente no modelo de gestão no Brasil, é coerente com as tendências mundiais em educação. Este movimento em favor da reforma participativa na educação é fortemente difundido no Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Suécia e Alemanha, e é orientado pela preocupação quanto à eficácia escolar, isto é, com a aprendizagem significativa de seus alunos de modo que conheçam o seu mundo, a si mesmos e tenham instrumentos adequados para enfrentarem os desafios da vida.

          Sabemos que não existe um modelo padrão para o gerenciamento de uma escola, pois as pessoas e situações são muito diversas entre si.

          Portanto, o grande ensaio do século XXI, visa a novos paradigmas para o aumento da competência escolar a qual exige maior competência da gestão, em vista de que a formação de gestores passa a ser um desafio para os sistemas de ensino. Pois, a formação básica dos dirigentes escolares não se assenta sobre a área específica de atuação e que, mesmo quando a têm, ela tende a ser livresca e conceitual, sendo característica dos cursos superiores. Não se pode esperar mais que os dirigentes enfrentem suas responsabilidades baseados nos “acertos e erros”. O trabalho de gestão escolar exige o exercício de múltiplas competências, que impõe novos desdobramentos e novas ações a cada rotina escolar.

 

Referências Bibliográficas e Sites:

CARNOY, Martin. Estado e teoria política. 4. ed.,Campinas, São Paulo, Papirus,1994.

LUCK, Heloisa. Perspectivas da Gestão Escolar e Implicações quanto a Formação de seus Gestores, Em Aberto, Brasília, v. 17, n. 72, p. 7-10, fev./jun. 2000.

MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas: Papirus,1998.

Tomé M. A. C. (2010). Módulo: Gestão do Conhecimento. Chile: Universidad Del Mar, 27p

PRATA, Carmem Lúcia. Gestão escolar e as tecnologias. In: ALONSO, Myrtes; ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de; MASETTO, Marcos Tarciso; MORAN, José Manuel; VIEIRA, Alexandre Thomaz. Formação de gestores escolares para utilização de tecnologias de informação e comunicação. Brasília: Secretaria de Educação a Distância, 2002.


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/11587/1/Gestao-Democratica-da-Escola-Publica-E-Preciso-Educar-Para-Nao-Excluir/pagina1.html#ixzz0u4q26Qhk

http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-jornada-pedagogica/gestao-escolar/indicadores-para-a-qualidade-na-gestao-escolar.pdf




Oi Sandra!

Ótimo trabalho! Parabéns!!!

A gestão escolar é realmente fundamental para uma prática educativa de qualidade.

Muito importante a sua colocação com relação aos alunos serem sujeitos na aquisição de seus conhecimentos. De fato, se aprende mesmo fazendo e interagindo. 

Muito bom o seu artigo!

Beijo!

Keli

Ola coléga, achei muito interesante seu texto, pois dixou claro o papel da gestão escolar frente os desafios do século XXI...

Samir.

Oi Anabeti...gostei como descreveu os paradigmas na educação, todos os aspectos historicos, pois eles nos permitem a enteder algumas práticas ainda existentes....bjss e parabéns...

Ana seu trabalho está bem detalhado...muito bem fundamentado...parabéns

bjos.

OI!

Anabeti, gostei de seu trabalho, claro e elucidativo.

Um grande abraço!

OI, Anabeti

A escola atual exige que todos tomemos partido de aquilo que a nossa sociedade quer como resultado de seu sistema educativo, mas como bem você colocou, para tal uma gestão com competência(s)se faz muito necessária a fim de movilizar de forma innovadora e motivadora todos os segmentos vinculados à formação de crianças e jovens.  

Gostei muito da colocação de suas reflexões.

Um enorme abraço

Gloria

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